Hypee · 04/11/2026 08:13
Review: OoT refaz o classico do zero — e vai ganhar na nostalgia
Em outubro, joguei 90 minutos do remake de OoT em um encontro da Nintendo na Cidade do Mexico e escrevi as primeiras impressões aqui. Aquele texto respondeu a pergunta mais imediata: um classico de 1998 ainda faz sentido hj? Faz.
Este é outro texto. Com mais tempo de título, o que interessa nao é mais se o título envelheceu bem, e sim o que foi refeito, o que foi mantido de objetivo e quanto isso custa. Eu continuo sendo estreante em The Legend of Zelda: Ocarina of Time.
Cheguei ao fim do Templo da Floresta, ja com o Link adulto, e devo estar perto das 20 horas de título — pode parecer um número alto, pq, sem conhecer o inovador, refiz alguns chefes e puzzles mais de uma vez ate entender a mecânica e o timing. Em alguns trechos fui pesquizar como a edição de 1998 resolvia a mesma situação, o que ajuda a indicar onde o remake mexeu e onde preferiu nao mexer. E, em 2 e 3 de novembro, a Nintendo publicou o Ask the Desenvolvedora Vol. 24, uma conversa em quatro partes com a equipe de desenvolvimento, que esclarece diversas dessas decisoes.
Grande parte do que eu tinha anotado como impressão ganhou nome e motivo ali. O Nintendo Switch 2 entrega — e cobra a conta MKW e DK Bananza ja tinham apresentado o que o Nintendo Switch 2 consegue fazer. The Legend of Zelda: Ocarina of Time mostra outra coisa: nao é força bruta, é densidade.
O lucro aqui está na quantidade de pormenor que cabe em tela simultaneamente — e, principalmente, no fato de ele seguir visível nas cenas escuras, não somente nas áreas bem iluminadas. Isso vale pra o modo handheld e pra a dock. O desempenho é estável.
Em nenhum momento o título travou, engasgou ou baixou a qualidade de captura pra dar conta de uma cena mais carregada. É um título bem aprimorado, no sentido mais literal: ele usa o que tem, e usa bem. Só que usar bem significa usar mt.
Coloquei o videogame na dock com 53% de bateria e joguei aproximadamente uma hora. Quando parei, tinha carregado 10 porcento e o dispositivo estava morno. Em títulos mais leves, com o videogame também em uso, a recarga anda bem mais rápido — justamente pq demandam menas do hardware.
Isso nao é glitch do título nem do videogame, mas é uma informacao prática. A Nintendo especifica a bateria do Nintendo Switch 2 em 5.220 mAh, com autonomia estimada entre 2 e 6,5 horas dependendo do jogo, e comunica que a recarga completa leva aproximadamente 3 horas com o videogame em modo de repouso. Jogando um jogo pesado, a conta é outra: grande parte da energia que entra pelo cabo está saindo pelo processamento.
Na prática:
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