Hypee · 04/11/2026 04:00
De Norte a Sul, El Niño aumenta complicações em safras em 2027
A previsão de um pico do El Niño em novembro aumenta a preocupação com os contrastes de chuva e seca em regiões essenciais pra a produção agropecuária brasileira. O risco, presente em relatórios de setor e nas discussoes de associações, produtores e cooperativas desde maio, reforça os alertas pra possiveis dificuldades nas safras ate o primeiro semestre de 2027. A depender do cultivo, os efeitos negativos podem durar mais tempo.
A variação se dá de acordo com a cultura e a região. Enquanto que o excesso de chuva prejudica a colheita da cana-de-açúcar e dos grãos de inverno no Centro-Sul, a umidade favorece as lavouras de café. Na Amazônia, a possibilidade de novos intervalos de calor intenso e seca preocupa a cadeia da castanha, com conseqüências que podem se prolongar por mais de uma safra.
No Paraná, as chuvas comprometeram a produtividade e a qualidade dos grãos de inverno. Segundo relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado em 29 de outubro, a produção deve alcançar 2,84 milhoes de toneladas, queda de 28% a respeito de 2025. Pra o trigo, a estimativa é de 1,9 milhao de toneladas, recuo de 34%, resultado da redução da área e do rendimento.
As precipitações ao longo da colheita igualmente prejudicaram a qualidade do cereal, limitando a oferta pra a indústria de panificação. A cevada perdeu a perspectiva de produção recorde, apesar da ampliação da área no estado, o maior produtor da matéria-prima da cerveja. A projeção caiu pra 492 mil toneladas, 2% a seguir de 2025, com perdas de qualidade menas expressivas que as do trigo.
Aveia, centeio e triticale igualmente registraram redução de área e produtividade. Na Amazônia, efeitos podem atingir safras futuras Na produção de castanha-da-Amazônia, o periodo de 12 a 18 meses entre a floração e a frutificação faz com que as condicoes climáticas de um intervalo influenciem colheitas posteriores. Segundo Patrícia da Costa, pesquisadora da Embrapa Meio Cenario, a safra que inicia em novembro e continua ate abril tem perspectiva relativamente favorável.
Pra os ciclos seguintes, no entanto, a possibilidade de recorrência de calor intenso e seca preocupa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, antes dos encontros climáticos extremos registrados na década passada, a produção brasileira oscilava entre 38 mil e 42 mil toneladas. Apos os episódios severos de El Niño de 2015 e 2016, o volume caiu pra aproximadamente 23 mil toneladas em 2017.
A recuperação foi irregular: em 2022, a produção voltou a apr
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