Hypee · 04/11/2026 04:00

Câncer de ovário: novos alvos e tratamentos mais precisos

Câncer de ovário: novos alvos e tratamentos mais precisos

Durante décadas, o tratamento sistêmico do câncer de ovário esteve fortemente baseado na quimioterapia, particularmente nas combinações com derivados da platina. Esses medicamentos seguem essenciais, mas hj sabemos que nem todos os tumores de ovário são iguais. Quanto mais conhecemos as características biológicas e moleculares dos tumores, mais conseguimos identificar grupos de pacientes que podem se beneficiar de tratamentos particulares.

Essa alteração é especialmente relevante quando o câncer retorna e se torna resistente à platina, situação em que as opcoes terapêuticas historicamente são mais limitadas. Nos anos recentes, novos medicamentos chegaram à prática clínica e alguns dependem diretamente da identificação de biomarcadores no tumor. O câncer de ovário, por isso, inicia a abandonar de ser tratado como se fosse uma doença biologicamente igual em todas as mulheres.

Leia Mais Anvisa aprova novo remédio pra o tratamento de câncer de rim Câncer de endométrio: perfil molecular ajuda a determinar o tratamento A essencialidade do reator multipropósito pra o futuro da medicina nuclear FRα: um novo endereço pra levar o tratamento Um dos avanços mais relevantes envolve o receptor de folato alfa, conhecido como FRα, proteína que pode estar presente em grande quantidade na superfície das células de alguns tumores ovarianos. Identificar essa característica possibilita escolher pacientes pra uma terapia direcionada. É o caso do mirvetuximabe soravtansina, aprovado pela Anvisa em 2025 pra mulheres com câncer epitelial de ovário, tuba uterina ou peritônio primário resistente à platina, com expressão de FRα, apos uma a três linhas anteriores de tratamento.

O medicamento pertence à classe dos conjugados anticorpo-droga, os ADCs. De maneira simplificada, podemos imaginar o anticorpo como um sistema de reconhecimento: ele procura uma característica particular da célula tumoral e carrega ligado a ele um agente citotóxico (quimioterápico) permitindo dessa maneira uma maior entrega de tratamento pra as células. No caso do mirvetuximabe, o anticorpo admite o FRα.

Após se ligar à célula, o complexo é internalizado e lança o agente quimioterápico, que interfere na divisão celular. A ideia é concentrar melhor a acao do medicamento nas células que trazem aquele alvo. Isso nao significa ausência de efeitos adversos.

O mirvetuximabe demanda acompanhamento particular, até mesmo pela possibilidade de toxicidade ocular. A grande alteração está na seleção: antes de ind

Continue lendo

Cães de Chernobyl trazem variações genéticas relacionadas ao desenvolvimento de câncer Hypee · 04/11/2026 Cães de Chernobyl trazem variações genéticas relacionadas ao desenvolvimento de câncer Uma pesquisa apresentou que os cães que vivem próximos da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, trazem diferenças genéticas, associadas ao desenvolv... Aos 36 anos, ela se apaixonou por um chatbot e tentou casar na Justiça, causando dilema inedito no Brasil Hypee · 04/11/2026 Aos 36 anos, ela se apaixonou por um chatbot e tentou casar na Justiça, causando dilema inedito no Brasil Uma moradora de São Paulo, de 36 anos, recorreu à Defensoria Pública do Estado de São Paulo a fim de dropar o reconhecimento de direitos de união está... Fabiana Karla posa de biquíni apos perder 19kg; veja Hypee · 04/11/2026 Fabiana Karla posa de biquíni apos perder 19kg; veja A atriz Fabiana Karla, 51, aproveitou o sol do Rio de Janeiro na última terça-feira (3) e curtiu o mar da Barra da Tijuca, na zona oeste carioca, exib...

Você também vai gostar

Ver todas →